Ameaça ao meio ambiente

Esta semana o RJ discute o destino que deve ser dado ao lixo. O principal aterro sanitário do estado, o de Gramacho, em Duque de Caxias, está com a capacidade esgotada. Na região metropolitana, depósitos clandestinos prejudicam a saúde dos moradores.

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Mesquita é um dos municípios da Baixada Fluminense que não tem um aterro sanitário na cidade. O lixo recolhido é despejado em Gramacho, em Duque de Caxias. É um problema grave enfrentado por muitas cidades da região metropolitana.

Quando o caminhão de lixo chega, começa o trabalho dos catadores. Os materiais recicláveis são fonte de renda para milhares de pessoas. Para sustentar a família, eles arriscam a própria saúde.

“A fumaça prejudica o pulmão, a respiração. A fumaça abaixa perto de 20h, 21h, porque não venta muito”, conta um catador.

Quando retiramos o lixo de dentro da nossa casa, a sensação é de que nos livramos dele. Mas basta olhar para um local como este para perceber que estamos enganados. De nada adianta despejar o lixo em áreas longe das comunidades sem tratamento adequado. A queima dos materiais, por exemplo, prejudica a população a quilômetros do local, com a poluição do ar.

“Você tem emanações de gases que podem, dependendo da formação da região, trazer mau cheiro, gases, pó, que podem prejudicar a respiração das pessoas”, explica o engenheiro do Coppe Claudio Mahler.

Em toda a região metropolitana são produzidas cerca de 11,5 mil toneladas de lixo. A maioria dos municípios não possui local apropriado para o armazenamento dos resíduos. Em Seropédica, na Baixada Fluminense, num lixão aberto, a maior parte dos materiais é queimada. Contribuição direta para o aquecimento global.

O mesmo acontece em Magé onde a fumaça chega até a rodovia Rio-Teresópolis. O nevoeiro já causou graves acidentes.

Em Belford Roxo o lixão fica em um bairro da periferia e também não recebe tratamento. Chorume e gases nocivos ao meio ambiente saem de lá.

Já municípios como Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Queimados e Mesquita utilizam o Aterro de Gramacho, onde a capacidade está esgotada. Segundo a Comlurb, a área já deveria ter sido desativada há três anos.

O armazenamento do lixo também é um problema para Niterói. Os resíduos vão parar num terreno no Morro do Céu, que também não está preparado.

Das 17 cidades da Região Metropolitana, apenas Nova Iguaçu tem uma situação diferente. O aterro de Adrianópolis é o único ecologicamente correto, reconhecido pela ONU.

Segundo a secretaria estadual de ambiente, já existem recursos do governo federal para criação de aterros de uso comum entre as cidades da toda a região metropolitana.

A prefeitura de Seropédica também informou que tem um projeto que já foi enviado ao governo federal e ao governo do estado que prevê investimentos financeiros para o lixão como a ampliação da usina de reciclagem de lixo e a ativação da cooperativa dos catadores.

Hoje, deputados estaduais vão a Nova Iguaçu conhecer de perto o projeto do aterro sanitário do município para servir como referência para as próximas políticas sanitárias no estado.

Fonte: RJTV Na Baixada em 17/05/2007

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