Caramujo africano vira praga e incomoda moradores da Baixada

Uma praga incomoda moradores em vários municípios da Baixada Fluminense: os caramujos. O calor e a umidade favorecem o aparecimento do molusco.

A dona de casa Cenira Martins bem que se esforça. Ela mantém o quintal limpo e até colocou uma pequena grade na base do muro para evitar a entrada dos indesejados caramujos. Mas nada adiantou. Basta um dia quente ou uma chuva para os bichos aparecerem aos montes. Haja sal para matar tantos moluscos todos os dias.

“Eles sobem nas paredes, nas árvores. Não tem nem como a gente comer as frutas. Eu mato eles com sal, depois coloco cloro, para depois jogar fora”, instrui a moradora de Seropédica.

Os caramujos gostam de umidade e atacam a folhagem das plantas. Em um quintal, os animais se encontram no pé de goiaba e também na bananeira. O aposentado Alcimar Pereira trava uma caçada diária para manter o terreno limpo e longe dos caramujos.

“Eu não posso nem usar a piscina porque eles caem lá. A água da piscina está sendo jogada fora“, diz Seu Alcimar que mostra as cascas no chão.

Os caramujos africanos são considerados uma praga. Eles se desenvolvem rapidamente e não têm um predador natural. Eles vivem cerca de três meses e durante a vida, chegam a colocar 600 ovos.

A dona de casa Raimunda Rodrigues revira as plantas atrás dos bichos. Para recolhê-los, evita o contato, com medo de doenças.

“Quando o caramujo morre, resta o casco que fica como um copinho, o que pode servir de criadouro para a dengue”, diz Raimunda.

Como a maioria dos vizinhos, Edileuza Silva também faz a parte dela: “Eu sou muito atingida pelos caramujos. Tem época que acaba de matar e vem aquela fila, eles se alastram. Todos os moradores têm que atuar juntos”.

A prefeitura de Seropédica reconhece o problema e garante que tem trabalhado para conter a praga. Os moradores que encontrarem caramujos no quintal devem ligar para o Centro de Controle de Zoonoses de Seropédica. O telefone é 2682-2836 ramais 220 OU 227.

O problema é também de outros municípios. Há reclamações de quem mora em Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Não se deve encostar no caramujo, deve-se usar luvas. Para matar o animal, pode-se usar sal e depois ele deve ser queimado ou enterrado.

 

Fonte: RJTV 1º Edição em 14/12/2009

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