De olho no futuro

O arquiteto e paisagista gaucho, Guilherme Takeda, visitou a cidade, na última sexta-feira (9), para uma consultoria técnica sobre a implementação do programa calçadas acessíveis em toda cidade. Takeda foi acompanhado do secretário de Planejamento, Wilson Beserra e do subsecretario de Desenvolvimento Sustentável, Fernando Bertolini, à Prefeitura de Seropédica e a UFRuralRJ discutir sobre as possibilidades em desenvolvimento urbano para a cidade. Mas ele afirma que tudo deve ser feito lado a lado com as demandas da população.

Através do mapa da cidade o Prefeito Martinazzo expôs os problemas que ainda precisam ser resolvidos e escutou as sugestões do arquiteto – FOTOS NATÁLIA FIGUEIREDO

“O processo deve ser de forma colaborativa, transparente e democrática, com o pessoal das secretarias, entidades e a comunidade, unindo mais ideias para contribuir na geração de um projeto para o longo prazo”, afirmou Takeda.

No entanto, o secretario de planejamento afirma que as mudanças serão realizadas de forma planejada utilizando um bairro primeiro como modelo.

“Não podemos fazer tudo de uma vez na cidade, então pegaremos o Santa Sofia como bairro modelo, urbanizaremos, trataremos o esgoto, as calçadas acessíveis, iluminação e as escolas sustentáveis. É um bairro pequeno, mas que muitos já visitam por causa do cemitério. O que no centro seria mais difícil pela quantidade de comércio e residências já instaladas”, afirmou Beserra.

O Prefeito Martinazzo destacou alguns outros desafios que a cidade busca reverter é a mobilidade urbana, como o gargalo do trânsito da BR-465 no quilometro 49 e o recadastramento das residências do município, muitas ainda sem IPTU. O arquiteto mencionou o exemplo de Curitiba, que municipalizou a BR 116, criando uma avenida interna, a linha verde, e colocou a rodovia para passar por fora da cidade.

“Essa é a diferença dos municípios que tendem a crescer, porque sabem aonde querem chegar. Pensando de forma estruturada e sustentável, mas sem antes passar por um processo de pensar grande, 30, 40 anos à frente”, ressaltou Takeda.

 

Desenvolvimento

A cidade foi escolhida entre os nove municípios que estão na área da Firjan para a implementação do Projeto Calçadas Acessíveis, onde ganhou a consultoria do arquiteto. Durante o 3° Seminário de Acessibilidade Urbana, que reuniu as prefeituras

de Japeri, Seropédica, Mangaratiba, Mesquita, Nova  Iguaçu, Paracambi, Queimados e Nilópolis, apresentando suas cartilhas e recebendo o I Prêmio Firjan de Calçada Acessível. Resultado dos dois anos de trabalho, com mais de 65 encontros, onde juntas, essas estão construindo mais de 1,35 milhões de metros quadrados de calçadas acessíveis. Durante o evento Takeda ministrou palestra sobre o processo criativo e colaborativo para redesenhar a cidade, utilizando  as ferramentas do “charrette metting” – reuniões de trabalho, com imersões, para pensar e redesenhar a cidade

para os próximos 30 a 40 anos.

“Depois da apresentação do sistema das “charrette” surgiu a ideia de fazer em uma cidade e não houve dúvidas de qual seria escolhida para o projeto colaborativo, que reunirá forças vivas da cidade coletivamente. Um processo com resultado bastante rico, reunindo diversas representações para discutir o futuro da cidade. Não é uma discussão definitiva, mas é um processo democrático de chegar a soluções criativas da cidade, que precisa da discussão popular”, declarou o arquiteto.

Ontem (10) foi programado uma visita técnica da equipe nas praças da cidade para analisar e planejar a questão da acessibilidade no município.

 

 SAÚDE E EDUCAÇÃO

Além dos anúncios sobre o planejamento da cidade, o secretário Wilson Beserra afirmou que a Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Incra, às margens da antiga Rodovia Rio – São Paulo, ficará pronta em 45 dias. E o Centro Vocacional Tecnológico (CVT), projetado em parceria da prefeitura, com a Faetec e o Governo do Estado na RJ 099, está programado para começar a funcionar em março de 2013, de acordo com o prazo do Governo do Estado e se todos os entraves burocráticos em relação ao terreno da UFRuralRJ forem resolvidos.

“Ambas as construções são a base de modulados pré-fabricados então a instalação é muito rápida, além de gerar pouca manutenção”, contou Beserra.

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