Divulgados os finalistas do Prêmio Rio Sociocultural 2010

O Instituto Cultural Cidade Viva divulgou a lista dos 10 finalistas do Prêmio Rio Sociocultural 2010. O Rio de Janeiro será representado por dois projetos: a Escola de Cartoon Primeiros Traços, localizada no bairro de Vila Isabel, e o Centro de Ópera Popular de Acari. Volta Redonda também terá dois projetos na grande final: O Clube Foto Filatélico Munismático e o projeto Criando Cultura, Produzindo Sonhos. Os outros finalistas são: Projeto Circo Baixada, de Queimados, MacacuCine, de Cachoeiras de Macacu, Um Passeio na História, realizado no município Paraty, Gotta: os interpretas da alegria, de Campos dos Goytacazes, Sociedade Musical Camerata Rioflorense, de Rio das Flores, e Vagão da Leitura, de Vassouras.

 

O Prêmio, que este ano chega a sua segunda edição, teve 228 projetos inscritos. Os finalistas foram selecionados por uma comissão formada pelos realizadores do Prêmio e seus parceiros.

 

Cada um dos dez finalistas foi contemplado com R$3 mil e os cinco grandes vencedores, que serão conhecidos no final de março, ganharão mais R$5 mil cada. Serão distribuídos também Notebooks e certificados especiais Sebrae para os cinco Pontos de Cultura de destaque: Agência de Mídia Livre, Solar Meninos de Luz e Núcleo de Educação e Cultura Fundição de Paz e Progresso, do Rio de Janeiro, Projeto Circo Baixada, de Queimados, e Pim – Programa de Interação pela Música, de  Vassouras.

 

Patrocinado pela Ceg, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoio do Sebrae, o Prêmio Rio Sociocultural tem como característica a escolha de ações socioculturais que contribuam para o crescimento social, para a autoestima das comunidades, e para o fortalecimento da identidade fluminense.  As ações devem ser soluções simples, inovadoras e que dispensem grandes investimentos. Devem ter também potencial multiplicador para outras cidades, e ainda incluir segmentos culturais marginalizados, valorizar grupos culturais locais e gerar trabalho e renda, promovendo o desenvolvimento sustentável.

 

Leia Mais detalhes sobre os projetos finalistas:

 

Escola de Cartoon Primeiros Traços, Rio de Janeiro

Localizada há 15 anos no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, a escola promove oficinas de cartoon, quadrinhos, mangá, criação de personagens, ilustração, entre outros cursos ligados à criação gráfica e editorial. O projeto oferece anualmente 25 a 30 vagas para jovens entre 10 e 18 anos matriculados no ensino fundamental e este ano vai lançar a primeira produção editorial feita pelos alunos: um álbum ilustrado sobre a infância de Machado de Assis.

 

Ópera Popular de Acari, Rio de Janeiro (www.operadeacari.org.br)

Realizado desde 2000 no bairro de Acari, este projeto tem como objetivo final montar uma companhia brasileira de ópera. Para isso, mantém oficinas profissionalizantes de canto, balé clássico, violão, flauta, teclado, violino, musicalização para crianças, entre outros cursos que formarão artistas e técnicos para trabalharem em conjunto para a realização da ópera. O projeto é realizado em 13 instituições do bairro como igrejas, escolas públicas e particulares, e atende a 2,2 mil crianças, jovens e adultos.

 

Projeto Circo Baixada, Queimados

Surgiu a partir de uma pesquisa realizada em 2002 dando conta de que 49% das crianças em situação de rua no Rio de Janeiro eram provenientes da baixada fluminense e que Queimados tinha o pior IDH da região. O trabalho, realizado de segunda a sexta-feira, é baseado na arte-educação. Cerca de 80 crianças e jovens de 7 a 18 anos aprendem técnicas de circo, dança e teatro e fazem apresentações anuais em praças e teatros da região. “O projeto tem um caráter educativo e não profissionalizante”, diz a coordenadora Simone Pires. “O objetivo não é transformar os meninos em artistas, mas sim mostrar que eles têm outras formas de se expressar através da arte e da cultura”.

 

Criando Cultura, Produzindo Sonhos, Volta Redonda

O projeto estimula o auto-conhecimento dos alunos aliando dança, música, audiovisual e teatro através um catálogo de mais de 500 dinâmicas criadas a partir da metodologia de Paulo Freire. Os sete núcleos de atuação, batizados de “Fábricas dos Sonhos”, estão localizados em bairros periféricos de Barra Mansa, Volta Redonda e Resende, e atingem um total de 27 comunidades. Cada um desses núcleos atende anualmente cerca de 30 meninas e meninos entre 12 e 18 anos. “O projeto dura 12 meses e, no final, o aluno já está sonhando. Ele não necessariamente vai sair como músico, ator ou bailarino, mas certamente como cidadão”, diz o idealizador Marco Aurélio Soares.

 

Escola de Fotografia Clube Foto Filatélico Munismático, Volta Redonda (www.clubefoto.com.br)

Um dos clubes de fotografia amadora mais importantes das décadas de 50, 60 e 70, esta escola existe há 56 anos e conta com um acervo de mais de cem mil imagens do sindicalismo brasileiro. Em 2009, a instituição virou ponto de cultura e no ano seguinte formou 1120 alunos – antes disso, formaram apenas 300 alunos entre 2006 e 2009. O público alvo são jovens da rede pública de ensino e idosos em risco social. Eles contam com aulas de história da fotografia, técnicas de revelação e laboratório, além de participarem de palestras, exposições e concursos fotográficos cujas fotos viram postais. “Os alunos que estão em risco social e que puderam participar do projeto passaram por uma completa transformação social”, diz a presidente do clube, Kika Monnteiro.

 

Vagão da Leitura, Vassouras

Uma sala de leitura instalada em um antigo vagão de trem, cedido pela Rede Ferroviária Federal. É neste ambiente que funciona desde 2006 o projeto Vagão de Leitura, onde são realizadas apresentações de teatro de fantoches, contação de histórias, trabalhos artísticos de reciclagem, etc. O acervo, todo feito por meio de doações, conta com 200 livros, sendo 10 em braile. Aberto de segunda-feira a domingo, o Vagão da Leitura atrai anualmente um público de cerca de 3 mil crianças. 

 

Um passeio em Paraty, Paraty (www.ciaimperial.com.br)

Criado com o foco na inclusão social do povo de Paraty, trata-se de um espetáculo teatral itinerante que conta a história da cidade através de um passeio pelas ruas do Centro Histórico. O elenco não é formado por atores profissionais, mas sim por garçons, donas de casa, guias de turismo, recepcionistas de hotel, microempresários e estudantes da região, que se caracterizam de personagens dos séculos XVII, XVIII e XIX para contar a história da cidade de forma lúdica e didática. “É uma proposta inovadora que envolve a comunidade e os diversos setores da sociedade local promovendo a interação – com foco sustentável – de todas as gerações do povo de Paraty, em torno de seu maior patrimônio: suas raízes culturais”, diz o idealizador do projeto, Diuner Mello.  

 

 

Gotta – Os Intérpretes da Alegria, Campos dos Goytacazes

Uma mistura de literatura e teatro, o projeto ensina técnicas de contação de histórias para crianças de baixa renda. Realizado desde 2009 em uma escola municipal da cidade, é formado por um grupo de 8 alunos que contam histórias em praças públicas. Além de estudarem as histórias que serão apresentadas, os alunos estudam também a biografia dos respectivos autores e preparam figurino e cenário para cada apresentação. “O projeto encanta porque são crianças de baixa renda que tornam-se referência na escola e viram exemplos para a família”, diz a coordenadora Ana Raquel.

 

Macacu Cine, Cachoeiras de Macacu

O MacacuCine é um Festival que une educação e cultura com o objetivo de revolucionar a maneira como o cinema é utilizado nas escolas. O festival promove exibições de filmes nacionais em diversas escolas da cidade, fazendo com que os estudantes reflitam sobre os filmes e descubram uma nova forma de aprender, mais instrutiva e proveitosa. Os filmes exibidos são divididos em diversos temas como digital, infantil, ambiental, universitário, entre outros. Também são realizados seminários, mesas de debate, além de oficinas de animação.

 

Sociedade Musical Camerata Rioflorense, Rio das Flores

O projeto, criado em 2006 com o objetivo de promover a inclusão social através da música clássica conta hoje com aproximadamente 400 alunos, divididos em dez turmas que incluem aulas de canto orfeônico, violão popular, um coral de senhoras, e ainda uma fanfarra – banda de tambores cujos ensaios acontecem nos nos Cieps. Como forma de oferecer também qualificação para emprego e renda, a Camerata Rio Florense oferece ainda o curso de luthieria, para aqueles interessados em construir, restaurar, reformar, e afinar instrumentos musicais de corda, sopro ou percussão. Os alunos têm acesso ao projeto por meio de concertos-palestra que os professores fazem anualmente nas escolas da região.

 

 

Mais Informações:

www.premioriosociocultural.com.br

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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