Entenda como foi desmontado o esquema do bolsa fraude

RIO – A partir de uma investigação da Delegacia de Defraudações, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) descobriu uma máfia que atua nos corredores da Casa. Com a desculpa de inscrever as vítimas (geralmente mulheres pobres, com muitos filhos) no programa Bolsa Família, do governo federal, os integrantes da quadrilha as obrigavam a assinar documentos. Depois, elas eram nomeadas, sem saber, para trabalhar na Assembléia. A quadrilha ficava com o salário das vítimas e multiplicava os seus ganhos através do benefício.

Auxílio-educação

Como cada servidor tem direito a receber R$ 450 de auxílio-educação, por cada filho matriculado em escola particular, a quadrilha chegava a ganhar – com o salário e o benefício somados – cerca de R$ 4 mil por fraude.

Parlamentares

Oito deputados estão sendo investigados pelo Conselho de Ética da Alerj por suspeita de envolvimento com a quadrilha do bolsa fraude. São eles: Álvaro Lins (PMDB), Délio Leal (PMDB), Edino Fonseca (PR), Jane Cozzolino (PTC), João Peixoto (PSDC), Renata do Posto (PTB), Tucalo (PSC) e Marco Figueiredo (PSC). Apesar de o Conselho de Ética ter um prazo até 21 de março, o processo deve ser concluído antes. Depois, o caso seguirá para o plenário e os deputados acusados poderão ser cassados.

Fonte: Extra Online em 12/03/2008

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