Estrada abandonada

Em: Sábado, 20 de Janeiro de 2006 – RJTV na Baixada

Preocupação para os motoristas. Perigo para os pedestres. A situação da antiga Rodovia Rio-São Paulo tem sido motivo de queixas. Os problemas são muitos. E quando você pensa que a lista terminou, surge logo alguém com uma reclamação a mais.
Motorista há 30 anos, seu Boaventura Barbosa diz que há muito tempo enfrenta os mesmos problemas na BR-465, antiga Rio-São Paulo. “Muitos quebra-molas, muitos buracos, não tem iluminação”, descreve.

A rodovia começa em Campo Grande, no Rio, e passa pelos municípios de Nova Iguaçu e Seropédica, na Baixa Fluminense, trecho considerado o mais complicado por quem usa a BR-465.

Já entre os municípios do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, existe uma obra que, segundo os motoristas, não termina nunca. Neste ponto, a BR-465 era mão única no sentido São Paulo e também no sentido Rio. Mas a pista que vai em direção ao estado vizinho teve que ser refeita e há pelo menos seis meses está interditada. Por causa disso, o viaduto onde passavam apenas os veículos que iam para o Rio está em mão dupla. Os congestionamentos são constantes.

“Todo dia é isso”, reclama um motorista.

O asfalto é outro motivo de reclamação. Em alguns trechos, está cheio de remendos e rachaduras. O motorista Marcos Aurélio, que trabalha em Nova Iguaçu fazendo frete, ficou um mês com o veículo na oficina. “Gastei quase R$ 1 mil em suspensão”, conta.

Outro perigo são os animais que circulam livremente pela rodovia. As carroças disputam espaço com os veículos.

“Tem muitos animais na pista. Os motoristas têm que trabalhar com muita atenção e, mesmo assim, ainda se atrapalham. É muito perigoso, especialmente à noite”, diz o motorista Israel Henrique.

E o acostamento, que deveria ser um aliado dos motoristas, ou não existe ou está todo esburacado, como no ponto em frente à subprefeitura de Seropédica.

“Os motoqueiros avançam pelo acostamento. É muito perigoso. Meu irmão já foi atropelado aqui”, conta a balconista Glaucia Kelly.

O aposentado Francisco Lourenço sentiu na pele a necessidade de melhorias no acostamento da rodovia. “Eu fui fazer uma manobra com a bicicleta e caí”, explica.

E na hora de atravessar a BR-465, medo e mãos apertadas com os dois filhos. Quem mora nos municípios por onde a rodovia passa, como Gláucia, convive com o risco de atropelamento cada vez que sai de casa.

“Às vezes, fico até meia hora esperando para atravessar com eles. É isso ou se arriscar a ficar no meio da faixa, esperando que alguém tenha boa vontade de parar”, diz a moradora.

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) informou que mantém uma operação de rotina para tapar os buracos na BR-465, mas que a chuva forte e o tráfego intenso de caminhões sobrecarregam o asfalto. Sobre o acostamento, o Denit diz que faz um estudo para revitalizar a rodovia, mas ainda sem previsão de término. Com relação ao risco de atropelamentos, esclarece que vai analisar a possibilidade de construir passagens subterrâneas.

Fonte: RJTV na Baixada

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