Exploração irregular de areia

A Polícia Civil interrompe as operações em areais de Seropédica, na Baixada Fluminense – os policiais fazem desde cedo uma operação para reprimir a exploração irregular de areia, usada na construção civil e na fabricação de vidro.

Os policiais cumprem 18 mandados de busca e apreensão. A retirada ilegal de areia na região já provocou sérios danos ao meio ambiente, segundo os técnicos. Na operação desta manhã, uma pessoa foi presa e armas foram apreendidas.

Setenta policiais de cinco delegacias do Rio participaram da operação. Eles tiveram o apoio de peritos e de uma equipe técnica do Ministério Público, formada por engenheiros e biólogos.

Seropédica, na Baixada Fluminense, tem 18 areais. Durante dois meses, policiais da Delegacia de Meio Ambiente mapearam a região. Imagens aéreas mostram como fica o solo depois da retirada da areia: imensos reservatórios de água.

De acordo com as investigações, o lençol freático está contaminado, prejudicando o abastecimento de água em Seropédica e Itaguaí. Logo no primeiro areal vistoriado, a polícia encontrou vários crimes ambientais.

A engenheira civil Ana Cristina Carvalho aponta o óleo que é derramado pelas balsas na lagoa que se forma com a retirada da areia: “A manutenção dos motores tem que ser feita de maneira adequada, para evitar esse tipo de acidente e, caso aconteça, que seja contido e retirado da lagoa”.

Em outro areal da região, mais problemas: restos de equipamentos abandonados no terreno. A ferrugem acaba contaminando o solo. Além disso, a água acumulada pode se transformar em foco de dengue.

A apreensão de armas no terceiro areal vistoriado esta manhã revela para a polícia a existência de grupos criminosos na comercialização de areia. O delegado responsável pelas investigações vai pedir a interdição de areais irregulares de Seropédica.

Um rifle e uma pistola foram apreendidos. O dono do areal, Jorge Simões, foi preso em flagrante. Os proprietários dos areais vão responder por crimes ambientais. A pena é de até sete anos de prisão.

“Existem relatos da existência de uma possível rede de corrupção nessa atividade, que geraria corrupção ativa, dos donos de empresa, e corrupção passiva, dos funcionários públicos ligados à fiscalização do órgão ambiental, que receberiam vantagens indevidas justamente para afrouxar a fiscalização”, explica o delegado de Meio Ambiente Luiz Marcelo Xavier.

O dono do areal não quis falar. Ele também vai responder por posse ilegal de armas. Segundo a Polícia Civil, as operações nos areais de Seropédica vão continuar durante toda a tarde.

Fonte: RJTV na Baixada em: Quinta-Feira , 05 de Julho de 2007

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