Fábrica de roupas contamina o Rio Guandu com Despejo de 21 mil litros diários de tinta

Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) descobriram tubulação que escoa 21 mil litros de tinta, por dia, direto no curso d’água. Moradores de comunidade próxima ao Distrito Industrial de Queimados, com problemas de saúde decorrentes da contaminação, como coceiras, denunciaram o crime ambiental. O despejo ilegal não pode ser interrompido sob o risco de os reservatórios da fábrica transbordarem e causarem danos ainda maiores à natureza e às famílias vizinhas. Segundo a delegada Juliana Emerique, a empresa já havia sido notificada pelo Ministério Público em 2007: “Vamos entrar na Justiça para tentar interromper a produção da fábrica e desfazer a ligação clandestina”.

Os proprietários da empresa responderão por crime contra o meio ambiente e podem pegar de 1 a 5 anos de prisão. A pena pode ser agravada, dependendo do resultado da perícia realizada ontem na fábrica. A delegada explicou que as famílias vítimas da contaminação podem processar a empresa. A unidade será vistoriada hoje pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que deve aplicar multa que varia de R$ 800 a R$ 2 milhões à Citycol. Representantes da fábrica não quiseram comentar as acusações.

Água tratada sem risco

Segundo o dermatologista Murilo Drummond, em contato com a pele, a tinta pode causar alergias difíceis de curar, feridas e bolhas. Dependendo da quantidade de água com substância tóxica ingerida, aparecem lesões em rins e fígado. Os moradores afetados captavam água direto de poços artesianos. A Cedae garantiu que residências que consomem água tratada do Rio Guandu não correm risco de contaminação.

DPMA aguarda resultado de perícia sobre despejo de substâncias tóxicas no Rio Guandu

Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) aguardam o resultado da perícia sobre o despejo de tinta e resíduos tóxicos da fábrica da empresa Citycol, no Rio Sarapó, um dos afluentes do Rio Guandu, no Distrito Industrial de Queimados. O resultado da perícia poderá levar à interdição da fábrica.

No local, os agentes constataram que a Citycol continua despejando resíduos tóxicos, sem o devido tratamento e, observaram, em dias diferentes, duas tonalidades de tinta sendo despejadas diretamente na água, através de um desvio encontrado dentro da empresa.

De acordo com a delegada Juliana Emerique, titular da especializada, a DPMA vai pedir à Justiça a interrupção da produção da fábrica para que seja desfeita a ligação clandestina, pois o desvio não pode ser interrompido sob o risco de os reservatórios da fábrica transbordarem e causarem danos à natureza e aos moradores da região.
Os proprietários da empresa poderão responder por crime contra o meio ambiente, com pena de 1 a 5 anos de prisão.

Fonte: O DIA Online em  8/05/2009

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