Meteorologistas dizem que nuvem no Rio seria tornado de baixa intensidade

Cariocas e fluminenses se assustaram com a formação de uma nuvem vista no início da noite desta quarta-feira (19) em vários pontos do Rio de Janeiro. A formação foi vista por pessoas em Nova Iguaçu e Seropédica, na Baixada Fluminense, e em Bangu e Campo Grande, na Zona Oeste da capital. Leitores enviaram vídeos para o VC no RJ e fotos para o VC no G1.

Para a meteorologista Marlene Leal, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno pode ser chamado de tornado, provocado pelo aquecimento e umidade do ar. Se estivesse sobre a água, seria uma  tromba d’água.

 

“São as mesmas células de nuvens que causam ventos fortes, granizos e tempestades. O tornado ou tromba d’água se rompe da nuvem, sai em forma de espiral e suga o que estiver na água (tromba d´água) e ou na terra (tornado)”, explicou a meteorologista, também depois de ver imagens da formação enviadas pelo G1.

Ainda de acordo com Marlene Leal, o tornado de baixa intensidade se dissipa. “É ótimo que não tenha tocado o solo ou a água”, completou.

De acordo com o meteorologista Fernando de Almeida Tavares, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), da Unesp, o fenômeno visto nos céus do Rio de Janeiro parecia um tornado. “Parece ser um tornado de fraca intensidade, talvez o início da formação de um tornado”, disse o especialista, após ver imagens da formação enviadas pelo G1.

A estudante de biologia Ana Flávia Boechat Bertolini estava dentro de um ônibus quando percebeu uma formação de nuvens diferente no céu de Nova Iguaçu. “A nuvem tinha um bico que foi aumentando e fez uma roda bem grande. Parecia um tornado, um vento muito forte, e o bico foi crescendo, tipo um cone, quase chegou ao chão”, contou a estudante.

“Os passageiros ficaram muito assustados e o motorista chegou a reduzir bem a velocidade”, disse Ana Flávia, acrescentando que a formação durou alguns minutos e após a passagem da nuvem começou a chover forte no local. “Caiu uma chuva muito forte, mas o céu continuava claro”.

 


Fonte: G1 Rio de Janeiro em 19/01/2011

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