Movimento cresce em franquias de entregas

De motoboy a empresário. Fernando Ramos era entregador de encomendas. Há 9 anos, arriscou e montou o próprio negócio: uma empresa de entregas rápidas. O empresário começou com dois motoboys, hoje trabalha com trinta motoqueiros. E não para de crescer.

“É um bom negócio. O mercado é amplo. É um mercado que serve para todo o tipo de empresa até mesmo pessoa física. Então, a tendência é crescer bastante e eu espero crescer mais esse ano pelo menos uns 20%”, diz o empresário Fernando Ramos.

A empresa tem quase 400 clientes cadastrados. A grande divulgação é pelo boca a boca. Para o empresário, a confiabilidade gera clientes.

“Os motoboys carregam muito transporte de valores. Então, tem que ter uma confiança grande na empresa e também nos motoboys”, diz Fernando. 

Para abrir um negócio como este o investimento inicial é de 10 mil reais. Este dinheiro é para a reforma do local e para a contratação de dois motoboys. O empresário acredita que é mais vantajoso trabalhar com o aluguel de motos do que comprar.

 “Se for comprar uma moto hoje o custo dela está alto e tem a manutenção, tem combustível. Eu já tive experiência com moto da empresa e não deu certo”, diz o empresário.
 
A empresa atende a região central e sul da cidade de São Paulo. São mais de 100 pedidos por dia.
 
A agilidade é o segredo do negócio.

 “Nós entregamos muito toner, muitas peças, entao assim, carro não adianta,tem que ser motoboy mesmo”, diz a cliente Manoela Galvão.

Disponibilizar motoboys exclusivos para empresas é outro serviço que o empresário oferece. Nessa loja de informática, o motoboy fica à disposição de segunda a sexta-feira. Com um motoqueiro fixo, a loja economiza 30% ao mês.

 “O motoqueiro nesse período ele retira no meu fornecedor, entrega no meu cliente e o trânsito de São Paulo com o carro não me interfere na agilidade que eu possa estar oferecendo junto ao meu cliente”, diz a cliente Patrícia Cury.

Este outro empresário apostou numa franquia de entregas rápidas. Fabio Ogawa montou o negócio há um ano, e não esperava tanto. O movimento da empresa triplica a cada mês.

Tem aumentado em virtude da constante crescimento das vendas pela internet, que ainda é um mercado muito carente e nós estamos exatamente focando nesse mercado, que é um mercado que precisa muito de entregas expressas.

A empresa envia mais de oito mil encomendas por mês. para atender todo mundo, o segredo é logística. O desafio é entregar o mais rápido possível, com o melhor itinerário, e o menor custo.

Cada encomenda recebe etiqueta com código de barra. Nele estão todas as informações sobre a mercadoria, desde o endereço até a hora de chegar ao destino. A encomenda é rastreada durante todo o trajeto.

A carga até chegar ao destino correto tem várias etapas. se está na fiscalização, eu peço os documentos necessários para ser entregue o quanto antes ao destino.

Na hora do rush, as motos são a saída para chegar mais rápido. A empresa tem 24 motoqueiros contratados, que podem atravessar a cidade em menos de meia hora. Para clientes com pressa, eles são uma mão na roda.

 “Eu fiz uma encomenda e foi ótimo porque eles me entregaram em vinte minutos. Se eu fosse sair para buscar levaria muito mais tempo. Então resolveu meu problema”, diz a cliente Maria Capanema.

O investimento numa franquia de entregas rápidas varia de R$ 15 a 30 mil, de acordo com o tamanho do negócio. Para o empresário Fabio, participar de uma rede com 325 franquias é uma forma de tornar-se grande com investimento baixo.

O pequeno se torna enorme. Eu consigo atingir várias localidades com a rede franqueada, e um empresário como eu me torno muito forte em todas as localidades em âmbito nacional.

Quando as encomendas são para outras cidades, elas vão para este depósito central. É a franqueadora que separa e envia aos destinos.  O preço varia conforme a distância e o tamanho da mercadoria. O frete desta encomenda de um quilo para o rio de janeiro, por exemplo, custa R$ 11.

A rede de franquias usa companhias aéreas e tem força de negociação para obter descontos.

 “Se comparar o nosso poder de barganha com os nossos fornecedores, isso chega a mais de 50 % caso o franqueado fosse tratar individualmente com esses fornecedores”, diz Ronan Hudson, diretor da franqueadora.

Já o transporte na mesma cidade é feito pela própria franquia, que fica com 80 % do valor do serviço. Os veículos utilitários são uma opção para levar várias mercadorias e aperfeiçoar o serviço.

 “O objetivo é a gente fazer um roteiro deslocando-se o mínimo possível e abrangendo mais locais possíveis”, diz Felipe Nuevo, motorista.

As empresas que vendem pela internet representam 40 % dos clientes da entrega rápida. Esta loja de instrumentos musicais faz em média 500 vendas por mês através do site. segundo o  gerente da loja, Juliano Amadeu, é um comércio forte e crescente, que precisa de entrega confiável.

 “A cada dia, a cada ano, a gente percebe esse crescimento das vendas pela internet. então a gente precisa de um transporte que seja eficiente pra todo território e que nos atenda de forma eficiente e satisfatória”, diz Juliano.

Fonte: PEGN em 26/04/2009

Deixe uma resposta