Novo lixão será em Seropédica

O RJ Móvel esteve nesta sexta-feira (25) em Seropédica, para acompanhar a construção do novo aterro sanitário do estado. A polêmica decisão da prefeitura do Rio tomada hoje foi motivada pela saturação dos outros lixões como o de Gramacho e Gericinó. Mas alguns moradores de Seropédica não gostaram dessa história.

A criação de um aterro sanitário na região é um assunto de que os moradores vêm ouvindo falar há algum tempo. A região é limite entre os municípios de Itaguaí e Seropédica, área rural, com fazendas e produtores de legumes e hortaliças. O receio é de que as plantações sejam prejudicadas pelo acúmulo de lixo.

Depois de mais de dez anos de discussões sobre o destino do lixo do estado, a prefeitura optou pela construção de um novo aterro sanitário em Seropédica.

O terreno fica próximo ao bairro de Chaperó. O espaço vai ser gerenciado pela mesma empresa que venceu, em 2003, a licitação para operar em um aterro de Paciência.

Segundo o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, a decisão foi tomada depois que o município atestou que o aterro de Gramacho só teria mais quatro anos de vida útil. O de Gericinó, a apenas mais um ano. A previsão é de que o aterro de Seropédica comece a funcionar em 2011.

O estado produz diariamente mais de nove mil toneladas de lixo, que são distribuídos em Gramacho, Gericinó e no Centro de Tratamento de Resíduos, em Nova Iguaçu.

Segundo a prefeitura, o aterro de Gramacho deve ser desativado em 2012. O município também está preparando uma expansão para o aterro de Gericinó, com o objetivo de transformar a área em reserva de contingência do sistema de tratamento do lixo do Rio. Enquanto isso, na região onde o novo aterro deve ser erguido, os moradores se mostram bastante preocupados com os prejuízos.

“São áreas de agricultura. Acho que pode prejudicar”, diz uma moradora.

A prefeitura do Rio diz que o aterro não vai trazer prejuízo para os moradores porque, ainda segundo a prefeitura, esse terreno em Seropédica está localizado em uma area especial de interesse sanitário e ambiental, ou seja, a área foi criada por uma lei municipal aprovada no ano passado.

O terreno já teve seu licenciamento ambiental pedido pela empresa que vai operar o aterro sanitário. A previsão é de que o início da implantação comece no primeiro semestre de 2010, começando a operar um ano depois, ou seja, em 2011.

A secretaria de meio ambiente de Seropédica disse que em momento algum foi consultada ou procurada pela prefeitura do Rio sobre a instalação desse aterro, dentro do município. A prefeitura do Rio rebateu, dizendo que não tinha a obrigação de procurar a prefeitura de Seropédica e disse que quem tem essa obrigação é a empresa que venceu a licitação. A empresa Júlio Simões informou que está seguindo todos os trâmites legais para a instalações desse aterro.

 

Fonte: RJTV 1º Edição em 25/09/2009

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