Pólo para a nova gripe não separa pacientes, em Campo Grande

A abertura de seis pólos de acolhimento para pessoas com sintomas de gripe esvaziou as emergências de alguns dos principais hospitais do Rio. Mas a espera por uma consulta continua grande.

Os pólos de acolhimento que estão sendo abertos desde quarta-feira no Rio têm ficado cheios. As filas que se concentravam nas emergências agora estão nas salas montadas para atender com exclusividade quem tem sintoma de gripe.

É o caso do pólo do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e do Miguel Couto, na Gávea. A separação dos pacientes e as máscaras distribuídas evitam a transmissão do vírus.

Um pólo de acolhimento também foi montado na UPA de Campo Grande. Mas aqui, funciona de uma forma diferente. O pólo fica nos fundos e pra chegar lá, os pacientes têm que passar pela UPA. Esta é a única entrada tanto para pessoas com suspeitas de gripe quanto para quem tem outras doenças.

Na fila de espera, um enfermeiro passa de vez em quando e faz uma triagem. Leva quem tem sintoma de gripe para o pólo de acolhimento.

“Eu acho que deveria existir um lugar específico só para o atendimento para as pessoas que estão com esse tipo de problema, porque aqui fica tudo misturado, em um atendimento só”, disse a dona de casa Isis da Silveira.

De manhã, havia muitas crianças de colo na fila de espera da unidade, e pais preocupados. “Não tem separação de pacientes, é adulto com criança, é uma confusão, tem pessoas que já correram quatro ou cinco postos e não conseguiram nada”, disse a pesquisadora Luciana Lima.

A defensoria pública da união decidiu cadastrar pacientes que tiveram gripe suína e parentes de vítimas que se sentiram prejudicados pelo atendimento. A ação civil pública só deverá ser entregue à Justiça em setembro.

A Secretaria Municipal de Saúde, que é responsável pelo pólo de acolhimento de Campo Grande, informou que a triagem é feita na UPA, é rápida, e informou que os paciente com o sintoma de gripe são levados para o pólo, onde é feita uma nova triagem em pacientes que estão em estado grave.

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, 300 profissionais de saúde foram contratados para trabalhar nos pólos e se for necessário médicos aposentados serão convocados

 

Fonte: RJTV 2º Edição em 24/07/2009

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