Presos suspeitos de integrar milícia em Seropédica e Itaguaí

Acusados de envolvimento com a maior milícia do Rio, quatro pessoas foram presas, nesta quarta-feira, em Itaguaí e Seropédica, na Baixada Fluminense. Entre os que foram parar atrás das grades, após terem as prisões temporárias decretadas pela Justiça, está um policial militar, lotado no 24º BPM (Queimados).

Em Seropédica, os policiais conseguiram deter um homem, de 34, e outros dois de 31, e de 35 anos. Três Pontes e um homem conhecido pelo apelido de Bibi, acusado de gerenciar os negócios da milícia em Seropédica, conseguiram fugir. 

Durante a operação, foram apreendidos parte da contabilidade da milícia, uma pistola, uma réplica de fuzil, sete telefones celulares, uma touca ninja, facas, um binóculo e munição de fuzil. Entre 2014 e 2015 foram registrados 115 homicídios nas duas cidades. A DHBF não revelou o total de assassinatos cometidos por milicianos nos dois municípios. No entanto, a polícia admitiu que um percentual dos casos está ligado à guerra que foi travada entre traficantes e milicianos.

— Temos certeza que a milícia da Zona Oeste do Rio estabeleceu uma espécie de franquia em Itaguaí e Seropédica . Homens recrutados por Três Pontes nas duas cidades estão à frente dos negócios dos milicianos e remetem uma parte dos lucros para ele. Queremos prosseguir nas investigações de cada um dos homicídios, por isso as prisões desta quarta-feira foram importantes — disse o delegado.

Segundo o delegado Giniton Lages, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), o grupo é suspeito de receber ordens de Carlos Alexandre Ferreira Braga, o Carlinhos Três Pontes.

Principal nome da milícia ainda em liberdade e procurado desde 2011, quando teve a prisão decretada pela Justiça, Três Pontes é acusado de ordenar a invasão de bairros de Itaguaí e Seropédica.

Investigações da DHBF revelaram que, após vencer uma guerra com traficantes, entre 2014 e dezembro de 2015, o miliciano passou a comandar, nas duas cidades da Baixada, negócios ligados a terraplanagem, venda de sinal clandestino de TV a cabo, cobrança de taxa de segurança e extorsão contra motoristas do transporte alternativo.

Fonte: Extra On Line

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