Saiba quem é quem entre os acusados do bolsa fraude

RIO – Confira a justificativa da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio para pedir a prisão temporária de seis dos acusados de participação no esquema do bolsa fraude:

VANDERLEI GALDEANO: Era personagem estratégico no esquema por presidir um partido de aluguel, o PSDC. Galdeano, conforme disse em depoimento, usava o partido para ajudar a eleger deputados estaduais, federais e vereadores. Em troca, ficava com alguns cargos nos gabinetes dos eleitos. Quem se encarregava de encontrar as pessoas que viriam a ocupar esses cargos era Ubirajara Silva Ferreira, o Bira. O ex-presidente do PSDC disse ainda em seu depoimento que Bira tem um poder de persuasão capaz de fazer qualquer deputado a lhe ceder um cargo do gabinete.

UBIRAJARA FERREIRA: Bira trabalhava para Galdeano. Ele disse que fez várias indicações de mulheres para gabinetes de deputados estaduais. Bira trabalhou na campanha da deputada Renata do Posto e admite ligação com dois dos aliciadores das vítimas da fraude: Norival Coelho e Frederico Schroll, ambos funcionários do gabinete de Renata do Posto. No seu depoimento, Bira tentou envolver um funcionário da Presidência da Casa, João Roso Neto, dizendo que recebeu dele três indicações de nomeações, mas foi desmascarado: documentos provaram que as nomeações foram assinadas pela deputada Jane Cozzolino, de quem a família Roso é adversária em Magé.

FREDERICO SCHROLL: O irmão do presidente da Câmara de Guapimirim seria, ainda, segundo vítimas da fraude, o verdadeiro dono da construtora Ellos, onde as mulheres aliciadas faziam uma parada antes de seguirem para fazer a burocracia necessária para serem contratadas na Alerj. Era ele também quem dava o crachá de acesso ao plenário para Eduardo Orsino, para que ele pudesse ter acesso direto aos deputados.

EDUARDO ORSINO: Funcionário não-concursado da Alerj, ele aparece como doador de R$ 3 mil para a campanha de Renata do Posto. Apesar de sua lotação ser na garagem, em São Cristóvão, tinha acesso ao plenário – e portanto, aos deputados – através de um crachá dado a ele por Frederico Schroll. Detalhe: cada gabinete parlamentar dispõe de apenas dois crachás de plenário. Reconhecido por vítimas da fraude como aliciador, Orsino era quem acompanhava as mulheres para abrir a conta no banco Itaú.

NOURIVAL COELHO: Nomeado por Renata do Posto, foi reconhecido por várias vítimas como o aliciador que escolhia as vítimas. Entre os aliciados, está o lavrador Quintino Batista Rodrigues, pai de 13 filhos, nomeado no gabinete dos deputados João Pedro/Marcelino D´Almeida. Ele mora em São José da Boa Morte, entre Guapimirim e Cachoeira de Macacu, região onde a maior parte das vítimas foi aliciada.

MARCO AURÉLIO MARINS: Para obterem os documentos necessários à fraude, pessoas como Marco Aurélio Marins, diretor do colégio Associação Cultural e Educacional Pedro Ernesto, em Duque de Caxias, emitiram vários documentos de matrícula falsos. Professor do estado, Marins estava cedido ao gabinete do deputado Zito até sua exoneração, em 5 de março último.

De: Marcelo Dias, Antero Gomes e Marcos Nunes – Extra
Fonte: Extra Online em 17/03/2008

Deixe uma resposta