Falta ônibus

Moradores da Baixada Fluminense enfrentam problemas do transporte público. Em vários municípios, os moradores têm que usar ônibus intermunicipais, mesmo para trajetos dentro das cidades e isso encarece o preço da passagem.

Na semana passada, o RJTV mostrou que em Magé a solução foi fracionar as tarifas. Mas em outros municípios, isso ainda não ocorreu. Como é o caso de Seropédica. Lá existe apenas uma linha municipal que corta três dos 28 bairros da região.

Quando acaba o dia de trabalho, o funcionário público Antônio Carlos Martins ainda tem pela frente mais uma jornada. É um longo percurso até chegar em casa. São 35 minutos de ônibus do Rio de Janeiro até Seropédica e mais de dois quilômetros a pé. “São 25 minutos andando a pé até chegar em casa, porque não tem condução dentro do local“, conta.

O bairro onde o funcionário público mora não tem transporte. A linha de ônibus mais próxima circula apenas pela antiga Rodovia Rio-São Paulo. Quem quer se deslocar do bairro Dom Bosco para uma comunidade vizinha, é obrigado a caminhar ou pedalar.

A bicicleta é o meio de transporte da dona de casa Deisilene Carneiro para levar e buscar a filha na escola. Caso contrário… “Eu não poderia colocá-la na escola, ela ficaria sem estudar“, diz.

Mas quem vai para longas distâncias usa a bicicleta apenas como ligação até o ponto de ônibus. Mas, quando chegam nas paradas, os moradores de Seropédica enfrentam outro problema: as linhas que passam pela rodovia são todas intermunicipais, vem de bairros do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e o preço das passagens varia de R$ 2 a R$ 4,50.

Os passageiros acham caro pagar o mesmo valor cobrado de quem faz quase todo o trajeto. “Não tem desconto. É uma viagem rápida com um preço caro“, comenta a cabelereira Elisângela Carvalho.

Há uma semana, o RJTV mostrou um problema parecido. Os moradores de Magé também, na Baixada Fluminense, reclamavam da falta de linhas entre os bairros da cidade. Eles eram obrigados a pegar os ônibus intermunicipais, com preços que variam entre R$ 1, 90 e R$ 4,55.

Mas um acordo firmado entre o Departamento de Transportes Rodoviários, Detro, e as empresas de ônibus, garantiu aos passageiros pagar tarifas fracionadas. A economia chegou a 69%. Hoje, quem circula pelo centro de Magé, por exemplo, só paga R$ 1,40.

Em Seropédica, por causa do preço, muita gente opta pelas vans, um transporte clandestino. A única linha de ônibus que circula dentro do município liga o bairro Jardim Maracanã à região central de Seropédica. O percurso é feito, em média, em 40 minutos. Mas os moradores que dependem desta linha reclamam da demora no intervalo entre uma viagem e outra. Durante todo o tempo em que nossa equipe esteve na comunidade, nenhum ônibus passou.

“Demora duas horas de uma viagem para outra. Não tem ponto de ônibus, é a gente que faz“, diz a dona de casa Suelly Ribas.

A Viação Real que atende ao bairro do Jardim Maracanã disse que as condições de tráfego nas ruas são ruins, o que atrasaria o tempo de percurso.

A prefeitura de Seropédica informou que está tentando verba para providenciar o calçamento e o saneamento do bairro. A prefeitura disse ainda que estuda a licitação de novas linhas municipais e que há um projeto para a regularização de vans e kombis que hoje fazem o transporte clandestino.

Fonte:RJTV Na Baixada em : Quinta-Feira , 21 de Junho de 2007

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